O impacto positivo da música para pessoas com demência

O impacto positivo da música para pessoas com demência

A música sempre esteve presente na historiada humanidade, dando sentido aos momentos e as épocas, refletindo os sentimentos e sonorizando as realidades. As músicas fazem parte da construção dos seres humanos, marcam cada fase da vida. Ela nos faz comunicar, é um meio integrador e estimulador, favorece a comunicação verbal e não verbal, os relacionamentos, a aprendizagem, a mobilização e a expressão.

Atualmente existem muitos estudos sobre o impacto da música no tratamento não-farmacológico nas demências.

Na Demência de Alzheimer (DA) as áreas cerebrais que controlam a comunicação, a memória e o raciocínio são afetadas, e com a evolução da doença as perdas de conexão se dão a partir das áreas superiores gerando dificuldade em acessar as memórias mais recentes para as memórias mais antigas. A música é uma das lembranças mais antigas e uma das últimas formas de comunicação a serem lesadas pela doença.

A utilização da música como terapia proporciona um canal de comunicação que associa a carga afetiva e emotiva do individuo as diversas funções e áreas cerebrais, eleva a autoestima e promove a socialização. Com o uso da música, os idosos são estimulados em suas conexões mais profundas, alcançando níveis de memórias mais antigas para as mais recentes.

A incorporação da música como tratamento visa proporcionar um ambiente mais tranquilo, sentimento de bem-estar, demonstra melhora no movimento corporal de alguns idosos, bem como fortes influencia na consciência sensorial, oferecendo o caminho para o resgate de suas memórias afetivas.

A música estimula as funções cognitivas em especial à memória, que está ligada a identidade, armazena sua história de vida, seus momentos especiais e vivencias. A música faz com que o idoso entre em contato consigo mesmo, resgatando e revivendo experiências do passado, expressando sentimentos.

Para Oliver Sacks “As pessoas com doença de Alzheimer e outras demências podem responder à música, quando nada mais é capaz de alcançá-los”.

 

Neuropsicóloga Roberta C. Seriacopi Neumann     

Fisioterapeuta Renata Firpo